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     As cores, misturadas aos odores e acrescentadas aos sabores transformam os vendedores de comida no norte em paradas obrigatórias.

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     Na Amazônia, os vegetais frescos estão por todos os cantos. Ao natural ou transformados em bebidas quentes e geladas, a eles e a todos os nossos outros alimentos caboclos, misturamos farinha, ou seja, fazemos uma farofinha ou um chibezinho, pra modo de forrar o estômago, dar sustança e levantar a disposição.

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     Os nossos vinhos nortistas são sucos concentrados de frutas frescas ou fermentadas, contendo geralmente pedaços das frutas com açúcar e gelo.

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     E a propósito, parau não é uma fruta. Quando dizemos que o suco é de fruta parau, significa que a fruta não estava de vez, ou seja, ainda não estava completamente madura. O açaí ainda estava pretejando, a goiaba verdoenga, o tucumã rancento, o caju travando, o abacate duro, o abiu amarelando, o cacho da pupunha verde, o cacho de buriti vermelhando... Ou seja, a fruta tava parau, faltava pouco pra amadurecer, ficar no ponto de comer no pé...

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     E falando do nosso rei, o mais conhecido de nossos vinhos, nosso famoso “vinho de açaí”, podemos dizer que o danado, nada mais é do que a casca de um coquinho de palmeira nativa, amolecida com água aquecida, retirada e diluída em água potável na concentração fina, grossa ou papa. Ele normalmente vem na cor roxa, quase negra, mas existe uma variedade chamada branca, que na realidade é verde.

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    Tiramos também as cascas dos coquinhos pra fabricar nosso vinho de bacaba e nosso vinho de patauá. Para tomar acrescentamos o açúcar e o gelo e claro, algum tipo de farinha.

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     Já pra conseguirmos o vinho de cacau, peroba, taperebá, muruci, uxi, tamarino, jambo ou tucumã basta separarmos o caroço da polpa fresca da fruta... Trituramos a polpa num liquidificador, diluímos em água de maneira que fique numa concentração forte, misturamos com o açúcar e gelo.

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     Nos vinhos de cupuaçu, graviola, bacuri, jaca, caju, araçá-boi, goiaba, abacate, manga, limão galego ou laranja da terra retiramos a polpa do fruto com tesoura, aos pedaços... Ai, que delícia!!!

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    Amassamos ao açúcar e só depois então diluímos a água. Em se tratando dos citros e do caju catamos todas as pelinhas brancas pra modo da mistura não ficar amargosa. No caso do cupuaçu, deixamos vários caroços dentro da mistura pra serem chupados no estilo chiclete, isso tudo pra gastar um tempinho a mais com um gosto gostoso na boca.

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     Aprontar um vinho de miriti e um vinho de caraná demanda um pouquinho mais de serviço, porque a casca destes coquinhos é difícil de sacar. Então usamos um jeitinho índio... Coletamos os frutos ainda parau, enterramos os cachos por 3 dias para abafar e acelerar o amadurecimento, deixamos mais 2 dias de molho em água e quando a casca começar a soltar é que devagarzinho tiramos as escamas vermelhas, raspamos a polpa macia fermentada e só então misturamos o açúcar e diluímos em água.

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     Mas a nossa especialidade indígena é o vinho de tarubá, famoso no mês de junho e produzido da mandioca fermentada.  Achou trabalhoso fazer o vinho de miriti, foi? Então dá só uma espiadinha em como se faz o tarubá: primeiro colhemos a mandioca no roçado, descascamos e sevamos na maquina de processamento. Ai, prensamos a massa no tipiti e separamos do tucupi. Depois colocamos a massa no forno de farinha, enquanto se faz beiju, deixando ela secar um pouquinho.

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      Então, acrescentamos os restinhos dos beijus quebrados que ficaram no forno, mais polvilho da erva curumin-caa pra melhorar a fermentação. Ai, levamos a mistura ao pilão, amassamos bem e jogamos sobre folhas de curuá ou bananeira. Molhamos com água e deixamos descansando por alguns dias... Mas, vamos falar sério, né? Quem vai querer fazer essa trabalheira toda, seu menino? Tá bom, eu confesso: a gente já compra a polpa do tarubá pronta nas feiras... Assim fica fácil, seu mano... Ë só diluir na água, acrescentar açúcar e não esquecer de coar antes de por o gelo. Fica pronto rapidinho...

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     E claro, nas festas juninas, não pode faltar por aqui, o vinho de aluá de abacaxi... Fazemos com cascas de abacaxi fermentadas misturadas a açúcar, raspa de limão, cravinho e gelo.

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     E pra quem veio do nordeste, ofertamos o aruá de milho... Na Amazônia, a gente torra e tritura uma parte do milho, mistura com outra parte de milho natural e deixamos de molho com o açúcar por 8 dias fermentando. Então coamos o bruto, misturamos a água, um pouquinho de gengibre e só falta o gelo...

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     E pra que tanto gelo, criatura? Mas como já então? Num sabe que aqui sempre é quente, seu mano?

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     A maneira tradicional de servirmos os vinhos no norte é em cuias. As cuias são tipos de cabaças regionais procedentes dos frutos da cuieira, que é partido ao meio, com auxílio de facão, donde retiramos o miolo e botamos a casca pra secar. Depois as tingimos de vermelho com o cumatê e a escurecemos com amônia. Ficando as bichinhas, negras, lustrosas e brilhantes... Uma lindeza... Mas a gente pode dá um jeito de tornar elas ainda mais formosas... Elas podem ser pintadas em cores coloridas com desenhos regionais ou podem ser bordadas com a ponta da faca nas mãos rápidas e habilidosas das caboclas... 

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     E antes que eu esqueça de lembrar... Aqui na Amazônia, ninguém bebe vinho de fruta, seu mano... Aqui, se come vinho... Se põe farinha em tudo.... Por quê? Égua! Como já então? Mas que pergunta mais besta, seu menino? Pra comida ser comida e encher o bucho, tem de ter farinha!!! Nossas farinhas são deliciosas... Tapioca, d’água, seca, de macaxeira, baguda, fina, carimã... Já provastes dessas? Não? Bem, esse assunto fica pro próximo encontro... Não, não dá de prosear rapidinho... Tem de espiar, provar, explicar... Pra tu mastigar farinha do norte, tu necessita de ter ciência, senão tu acaba quebrando um dente... Fica pra próxima!  Isso é conversa pra se fofocar um dia inteiro...

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Olhos de Luar 

Chrystian & Ralf

Tião era um mulato forte, alegre e destemido
Nasceu do amor feito na terra em meio à plantação
Pegava no cabo da enxada e campeava o gado
Tristeza era coisa que não se via do seu lado

Depois da roça ia pra venda, um copo de cachaça
Cantava, tocava viola e fazia graça
O peito largo, o riso claro, amigo dos amigos
Não tinha medo de ninguém, zombava dos perigos

Um dia ele sentiu no rosto
Os olhos de luar da filha do patrão
E um doce amargo alegre e triste entrou no coração
Tião não era mais o mesmo
Desde que sentiu o brilho desse olhar
Sentiu pela primeira vez vontade de chorar

Mas o feitiço do olhar entrou feito veneno
O olhar da filha do patrão no seu corpo moreno
Ah! Esse olhar tinha mais luz que o sol do meio-dia
A tentação era mais forte, ele não resistia

Um dia ela chegou mais perto, um raio de esperança
Um homem quando ama fica assim meio criança
E ele então falou de tudo aquilo que sentia
Pediu desculpas por amar assim quem não devia

E uma lágrima rolou dos olhos de luar da filha do patrão
Seu rosto branco avermelhou na força da paixão
Então o céu chegou na terra
Quando o amor existe fica tudo igual
E o amor aconteceu no meio do canavial

Mas o orgulho do patrão ainda era mais forte
A honra se lava com sangue, uma jura de morte
O fruto desse amor não pode ver a luz do dia
À noite o som de um tiro e um corpo cai na terra fria

Mas tudo que aqui se faz, aqui também se paga
A mancha do sangue na terra nunca mais se apaga
Por sete anos nada mais nasceu naquele chão
E a noite escureceu de vez os olhos do patrão

Mas quando é noite de luar
Tem gente que já viu em meio à plantação
Um negro levando um menino louro pela mão
Os dois correndo pelo campo
Vão deixando um rastro de luz sem igual
Um rastro de um amor no meio do canavial
Um rastro de um amor no meio do canavial

Vídeo postado no Youtoob por Gê Torres no link https://www.youtube.com/watch?v=veoSc2sKPsw

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WAWATU DA AMAZÔNIA 

 

      Na Amazônia, do século XIX, devido à cobiça pela borracha, Wawatu, cunhatã do clã Aruak, tem sua aldeia dizimada por brancos. Apesar de ser forçada a viajar para um local desconhecido, casar-se com guerreiro de origem Karib e sofrer com as diferenças de costumes de seus familiares, ela se apaixona.

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