O gênero characídeo Chalceus inclue espécies que são relativamente comuns em rios da Amazônia, da bacia hidrográfica do Orinoco e das áreas inundadas das Guianas.

Estes peixes atingem até 30 cm de comprimento e são facilmente reconhecidos por terem o corpo prateado brilhante, barbatanas vermelhas e grandes escamas, atributos pelos quais são usados em aquários.

Géry reconheceu como válidas apenas duas espécies de Chalceus: Chalceus macrolepidotus e Chalceus erythrurus.

Estas duas formas nominais foram distinguidas com base no padrão de cores, e principalmente na presença de uma mancha umeral em Chalceus erythrurus, que é ausente em Chalceus macrolepidotus, juntamente com diferenças da coloração das barbatanas dos peixes em vida.

Chalceus macrolepidotus: Araripirá, Ararí, Chalceu, Arari vermelho (Brasil); São Pedro, Pink-tailed characin, Pink tailed chalceus

O gênero Chalceus é diagnosticado filogeneticamente com base nas seguintes sinapomorfias:

a) Presença de supramaxila;
b
) Três séries de dentes na pré-maxila;
c) Série interna de dentes formada por um grande dente cônico sinfisário, seguido de uma lacuna e de uma série de dentes cônicos menores;
d) Processo anterolateral reduzido no mesetmoide;
e) Escamas situadas na linha dorsal a lateral muito maiores do que aquelas que são ventrais;
f) Tamanho relativo das escamas ao longo da linha lateral, exceto no pedúnculo caudal, alternadamente grandes e pequenos. Além disso, a combinação dos seguintes caracteres são úteis para distinguir as espécies de Chalceus entre characiformes: corpo prateado brilhante, barbatanas vermelhas e barbatana anal curta.

Chalceus erythrurus: Arirí, Arari amarelo, Rabo de fogo (Brasil); Gelbflossen-Glanzsalmler, San Pedro, Tucanfish

Depois de revisão taxonômica, os peixes caracídeos neotropicais do gênero Chalceus Cuvier, 1817, tiveram um total de 5 espécies reconhecidas (incluindo três novas espécies): Chalceus epakros, Chalceus guaporensis, Chalceus spilogyros, Chalceus macrolepidotus e Chalceus erythrurus.

Abaixo estão links para espécies mai conhecidas:

Chalceus erythrurus

Chalceus macrolepidotus

Chalceus macrolepidotus: Araripirá, Ararí, Chalceu, Arari vermelho (Brasil); São Pedro, Pink-tailed characin, Pink tailed chalceus

Chave de Identificação para as espécies do gênero Chalceus:

1 - Ausência de pontos distintos ou faixas visíveis de pigmentação escura no corpo (exceto para bandas longitudinais amplas e discretas formadas por cromatóforos localizados superficialmente na pele em algumas amostras durante o período reprodutivo)  ..............................Chalceus macrolepidotus
1 " - Presença de pigmentação escura, formando manchas ou listras umeral ...............................................................................................2
2 - Ponto umeral ausente ou mal definido, arredondado para alongar verticalmente e localizado profundamente sob escalas; presença de faixa escura longitudinal estreita margem posterodorsal do opérculo ao pedúnculo caudal; focinho relativamente agudo; fontanela mediana entre frontais e parietais ausentes .................................................................4
2
" - Presença de mancha umeral visível, de forma redonda e localizada superficialmente sob escamas; superfície lateral do corpo geralmente com padrão reticulado; focinho arredondado; fontanela mediana presente entre frontais e parietais ..................................................................3
3 - Ponto umeral com entalhe na margem posterodorsal; padrão reticulado de coloração corporal mais evidente ao longo de séries de escamas posteriores à mancha umeral; barbatanas pélvicas e anais escuras; lóbulos da nadadeira caudal robustos e arredondados .................................Chalceus erythrurus
3
" - Ponto umeral sem entalhe em sua margem posterodorsal; padrão reticulado da coloração do corpo uniformemente distribuída nas porções laterais e dorsais do corpo; barbatanas pélvicas e anais hialinas; lóbulos da barbatana caudal alongados e delgados ..........................Chalceus spilogyros
4 -
Número de raios ramificados da nadadeira pélvica igual a 7 .................Chalceus guaporensis
4
" - Número de raios ramificados da nadadeira pélvica igual a 8  .............Chalceus epakros

Chalceus erythrurus: Arirí, Arari amarelo, Rabo de fogo (Brasil); Gelbflossen-Glanzsalmler, San Pedro, Tucanfish

Referências:

Heterocharax macrolepis: piaba, tetra violeta, Sardinita, Viherkuultotetra

INSTRUÇÃO NORMATIVA INTERMINISTERIAL N°1, DE 3 DE JANEIRO DE 2012. Diário Oficial da União – Seção I, Nº3, quarta-feira, 4 de janeiro de 2012, páginas 26 a 42 – ISSN 1677-7042 INI MPA-MMA (n01-2012 - Peixes Ornamentais Continentais.pdf)

Burt, A., D.L. Kramer, K. Nakatsuru and C. Spry, 1988. The tempo of reproduction in Hyphessobrycon pulchripinnis (Characidae), with a discussion on the biology of 'multiple spawning' in fishes. Environ. Biol. Fish. 22(1):15-27.

Géry, J., 1977. Characoids of the world. Neptune City ; Reigate : T.F.H. [etc.]; 672 p. : ill. (chiefly col.) ; 23 cm.

Lima, F.C.T., L.R. Malabarba, P.A. Buckup, J.F. Pezzi da Silva, R.P. Vari, A. Harold, R. Benine, O.T. Oyakawa, C.S. Pavanelli, N.A. Menezes, C.A.S. Lucena, M.C.S.L. Malabarba, Z.M.S. Lucena, R.E. Reis, F. Langeani, C. Moreira et al. …, 2003. Genera Incertae Sedis in Characidae. p. 106-168. In R.E. Reis, S.O. Kullander and C.J. Ferraris, Jr. (eds.) Checklist of the Freshwater Fishes of South and Central America. Porto Alegre: EDIPUCRS, Brasil.

Lucena, C.A.S. and N.A. Menezes, 2003. Subfamily Characinae (Characins, tetras). p. 200-208. In R.E. Reis, S.O. Kullander and C.J. Ferraris, Jr. (eds.) Checklist of the Freshwater Fishes of South and Central America. Porto Alegre: EDIPUCRS, Brasil.

Mattox, G.M.T., Britz, R., Toledo-Piza, M. & Marinho, M.M.F. (2013): Cyanogaster noctivaga, a remarkable new genus and species of miniature fish from the Rio Negro, Amazon basin (Ostariophysi: Characidae). Ichthyological Exploration of Freshwaters, 23 (4) [2012]: 297-318.

Moreira, C.R. 2007. Relações filogenéticas na ordem Characiformes (Teleostei: Ostariophysi). Tese de doutorado não publicada, Universidade de São Paulo, 468p.

Nelson, Joseph, S. (2006). Fishes of the World. John Wiley & Sons, Inc. ISBN 0-471-25031-7.; Buckup P.A.: "Relationships of the Characidiinae and phylogeny of characiform fishes (Teleostei: Ostariophysi)", Phylogeny and Classification of Neotropical Fishes, L.R. Malabarba, R.E. Reis, R.P. Vari, Z.M. Lucena, eds. (Porto Alegre: Edipucr) 1998:123-144.

Planquette, P., P. Keith and P.-Y. Le Bail, 1996. Atlas des poissons d'eau douce de Guyane. Tome 1. Collection du Patrimoine Naturel Volume 22, MNHN, Paris & INRA, Paris. 429 p.

Robins, C.R., R.M. Bailey, C.E. Bond, J.R. Brooker, E.A. Lachner, R.N. Lea and W.B. Scott, 1991. World fishes important to North Americans. Exclusive of species from the continental waters of the United States and Canada. Am. Fish. Soc. Spec. Publ. (21):243 p.  

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Copella arnoldi: Copella, Piratantã,  Splash Tetra, Jumping Characin

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Gnathocharax steindachneri: Piaba, Tetra-aruanã, Fliegensalmler, Arowana Tetra

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