Os peixes acaras discos selvagens podem apresentar-se com características e cores bem distintas, mas são considerados da mesma espécie pois reproduzem entre si e geram filhotes férteis. O chamado acará disco royal é raro e tem o corpo todo recoberto de estrias. Já o acará semiroyal apresenta estrias nas laterais do disco, mas no centro do disco há apenas vestígios destas estrias. O chamado acará sólido tem o disco liso apresentando apenas poucas estrias na cabeça e nadadeiras. Quando estes peixes tem a cor alaranjada são chamados red. A cor alaranjada pode se transformar em vermelha dependendo do corante que for acrescentado a sua alimentação.

Diferente das fazendas de criação, onde casais de acarás de olhos vermelhos são formados para produzirem crias semelhantes, e caso não dê certo, o criador pode cremar os filhotes e refazer o processo, as empresas que compram peixes capturados vivos, dependem da natureza e não podem descartar os peixes comprados. Esse é o motivo de existir uma grande variação no preço dos acarás discos selvagens, mas independentemente de sua classificação rara ou mais simples, os discos selvagens são animais dóceis, lindos e fáceis de criar, desde que sejam mantidos em água com temperatura alta e em pequenos cardumes, pois são animais de clima quente, gregários e ficam triste quando sozinhos.

Symphysodon discus

Na empresa FAN DE PEIXE ORNAMENTAL, os peixes selvagens, depois de receberem tratamento veterinário, são colocados em aquários comunitários que possuem água ciclada. Durante o período de quarentena, a esta água é adicionado extrato de babosa e folhas de castanholeiras. O suco de babosa, além de acalmar os peixes, tem ação cicatrizante. A folha de castanholeira faz a água ficar amarelada, mas serve como fungicida natural. No período de quarentena, os peixes aprendem a se alimentar com ração de engorda sem corante. Nas lojas, os acarás discos  receberão corantes que em poucos dias os transformarão em animais vibrantes, belíssimos. Sua beleza pode se transformar em diversa tonalidade, algumas escuras, outras mais claras, dependendo da variedade do betacaroteno ou alga corantes da alimentação, ou do colorido na iluminação do aquário.

Symphysodon discus Heckel, 1840  

Segundo o FISHBASE:

Reino = Animalia ; Filo = Chordata ; Classe = Actinopterygii ; Ordem = Perciformes ; Família = Cichlidae ; Gênero = Symphysodon.

Países de Distribuição: América do Sul: bacia do rio Amazonas no Brasil, perto da foz do rio Negro, no baixo rio Abacaxis e no baixo rio Trombetas.

Tamanho - Comprimento máximo: 12.3 cm.

Sinônimos: Symphysodon discus, Symphysodon discus willischwartzi.

Nome vulgar do Symphysodon discus: Acará disco, Discus, Red discus.

Symphysodon discus Heckel, 1840

Referência: Kullander, S.O., 1996. Eine weitere Übersicht der Diskusfische, Gattung Symphysodon Heckel. D. Aqu. U. Terr. Z., Sonderheft "Diskus".

Symphysodon discus Heckel, 1840


Symphysodon discus

Referências:

FISHBASE = https://www.fishbase.de/summary/Symphysodon-discus

INSTRUÇÃO NORMATIVA INTERMINISTERIAL N°1, DE 3 DE JANEIRO DE 2012. Diário Oficial da União – Seção I, Nº3, quarta-feira, 4 de janeiro de 2012, páginas 26 a 42 – ISSN 1677-7042 INI MPA-MMA (n01-2012 - Peixes Ornamentais Continentais.pdf)

Barriga, R. 1991 Peces de agua dulce del Ecuador. Revista de Informacion tecnico-cientifica, Quito, Ecuador, Politecnica, XVI(3):7-88

Baensch, H.A. and R. Riehl 1995 Aquarien Atlas. Band 4. Mergus Verlag GmbH, Verlag für Natur- und Heimtierkunde, Melle, Germany. 864p.

Buckup, P. A., & Santos, G. M. 2010. Ictiofauna da Ecorregião Xingu-Tapajós: fatos e perspectivas. Boletim da Sociedade Brasileira de Ictiologia, 98, 3-9.

Camargo, M., Giarrizzo, T., & Carvalho Júnior, J. 2005. Levantamento ecológico rápido da fauna ictica de tributários do Médio-baixo Tapajós e Curuá. Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi, 1(2), 213-231

ICMBIO Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. Levantamento da Ictiofauna, Caracterização Genética e da Fauna Parasitária da bacia hidrográfica do rio Tapajós. 2011

Fernández-Yépez, A. 1969. Contribucion al conocimiento de los cichlidos. Evências, 22: 1-16.

Kullander, S. O. 1986. Cichlid fishes of the Amazon River drainage of Peru. Swedish Museum of Natural History. Stockholm, Naturhistoriska Riksmuseet, 431p.

Kullander, S. O. 1998. A phylogeny and classification of the South American Cichlidae (Teleostei: Perciformes). Pp. 461-498. In: L. R. Malabarba, R. E. Reis, R. P. Vari, Z. M. S. Lucena & C. A. S. Lucena (Eds.). Phylogeny and classification of Neotropical fishes. Porto Alegre, Edipucrs, 603p.

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