O município de Alenquer do Pará, encontra-se bem no centro da Amazônia. Banhada pelo rio Amazônas, Alenquer possui dezenas de comunidades como Barra Mansa e Cuipeua, as quais localizam-se a beira de lindos lagos que abrigam acarás discos famosos pela cor alaranjada e avermelhada.

Os acarás discos selvagens são peixes que vivem em pequenos cardumes. Separam-se em casais apenas na época da reprodução, normalmente, entre os meses de janeiro e fevereiro. Na natureza, em tempo de piracema, os acarás discos ficam agressivos, magros e feios. Protegem os ovos e nutrem os filhotes com o muco do próprio corpo. É comum encontra-los aos pares nos tocos dos arbustos das matas alagadas. Neste período, se forem capturados, terminam por adoecer e dificilmente se recuperam. Então, durante a reprodução dos discos selvagens, eles não são molestados pelos pescadores. Em fevereiro a água dos rios já subiu bastante, e os discos e suas crias somem na floresta inundada. Por isso, a safra de captura de disco se dá somente na época da seca, entre os meses de agosto a dezembro.

Na natureza, os acarás discos podem apresentar olhos vermelhos, amarelos ou pretos. Eles podem mostrar o contorno da face arredondado ou bicudo. Podem apresentar-se com o corpo liso, ou com o corpo cheio de estrias azuladas ou esbranquiçadas. A cor do corpo pode ser amarela, alaranjada, castanha, cinzenta ou azulada. A nadadeira dorsal pode variar na coloração entre vermelho, laranja, preto e azul. As cores da pele do acará disco pode ser modificada ou intensificada de acordo com o corante acrescentado na ração de que se alimenta.

Symphysodon discus Heckel, 1840

Na empresa FAN DE PEIXE ORNAMENTAL, os peixes selvagens, depois de receberem tratamento veterinário, são colocados em aquários comunitários que possuem água ciclada. Durante o período de quarentena, a esta água é adicionado extrato de babosa e folhas de castanholeiras. O suco de babosa, além de acalmar os peixes, tem ação cicatrizante. A folha de castanholeira faz a água ficar amarelada, mas serve como fungicida natural. No período de quarentena, os peixes aprendem a se alimentar com ração de engorda sem corante. Nas lojas, os acarás discos  receberão corantes que em poucos dias os transformarão em animais vibrantes, belíssimos. Sua beleza pode se transformar em diversa tonalidade, algumas escuras, outras mais claras, dependendo da variedade do betacaroteno ou alga corantes da alimentação, ou do colorido na iluminação do aquário.

Symphysodon discus Heckel, 1840

Symphysodon discus Heckel, 1840  

Segundo o FISHBASE:

Reino = Animalia ; Filo = Chordata ; Classe = Actinopterygii ; Ordem = Perciformes ; Família = Cichlidae ; Gênero = Symphysodon.

Países de Distribuição: América do Sul: bacia do rio Amazonas no Brasil, perto da foz do rio Negro, no baixo rio Abacaxis e no baixo rio Trombetas.

Tamanho - Comprimento máximo: 12.3 cm.

Sinônimos: Symphysodon discus, Symphysodon discus willischwartzi.

Nome vulgar do Symphysodon discus: Acará disco, Discus, Red discus.

Symphysodon discus Heckel, 1840

Referência: Kullander, S.O., 1996. Eine weitere Übersicht der Diskusfische, Gattung Symphysodon Heckel. D. Aqu. U. Terr. Z., Sonderheft "Diskus".

Symphysodon discus Heckel, 1840

Symphysodon discus Heckel, 1840


Symphysodon discus

Referências:

FISHBASE = https://www.fishbase.de/summary/Symphysodon-discus

INSTRUÇÃO NORMATIVA INTERMINISTERIAL N°1, DE 3 DE JANEIRO DE 2012. Diário Oficial da União – Seção I, Nº3, quarta-feira, 4 de janeiro de 2012, páginas 26 a 42 – ISSN 1677-7042 INI MPA-MMA (n01-2012 - Peixes Ornamentais Continentais.pdf)

Barriga, R. 1991 Peces de agua dulce del Ecuador. Revista de Informacion tecnico-cientifica, Quito, Ecuador, Politecnica, XVI(3):7-88

Baensch, H.A. and R. Riehl 1995 Aquarien Atlas. Band 4. Mergus Verlag GmbH, Verlag für Natur- und Heimtierkunde, Melle, Germany. 864p.

Buckup, P. A., & Santos, G. M. 2010. Ictiofauna da Ecorregião Xingu-Tapajós: fatos e perspectivas. Boletim da Sociedade Brasileira de Ictiologia, 98, 3-9.

Camargo, M., Giarrizzo, T., & Carvalho Júnior, J. 2005. Levantamento ecológico rápido da fauna ictica de tributários do Médio-baixo Tapajós e Curuá. Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi, 1(2), 213-231

ICMBIO Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. Levantamento da Ictiofauna, Caracterização Genética e da Fauna Parasitária da bacia hidrográfica do rio Tapajós. 2011

Fernández-Yépez, A. 1969. Contribucion al conocimiento de los cichlidos. Evências, 22: 1-16.

Kullander, S. O. 1986. Cichlid fishes of the Amazon River drainage of Peru. Swedish Museum of Natural History. Stockholm, Naturhistoriska Riksmuseet, 431p.

Kullander, S. O. 1998. A phylogeny and classification of the South American Cichlidae (Teleostei: Perciformes). Pp. 461-498. In: L. R. Malabarba, R. E. Reis, R. P. Vari, Z. M. S. Lucena & C. A. S. Lucena (Eds.). Phylogeny and classification of Neotropical fishes. Porto Alegre, Edipucrs, 603p.

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