O Rio Curuá é um afluente do rio Amazonas que banha a cidade de Curuá e serve de subsistência para várias  comunidades, como: Araça, Barra Mansa, Pacoval, entre outras.

Este rio é utilizado como estrada pelas pessoas de seu entorno, está localizado no estado do Pará e possui vários lagos onde se escondem lindos peixes, dentre eles os acarás discos amarelados e alaranjados.

Na natureza, os acarás discos podem apresentar olhos vermelhos, amarelos ou pretos. Eles podem mostrar o contorno da face arredondado ou bicudo. Podem apresentar-se com o corpo liso, ou com o corpo cheio de estrias azuladas ou esbranquiçadas. A cor do corpo pode ser amarela, alaranjada, castanha, cinzenta ou azulada. A nadadeira dorsal pode variar na coloração entre vermelho, laranja, preto e azul. As cores da pele do acará disco pode ser modificada ou intensificada de acordo com o corante acrescentado na ração de que se alimenta.

Na empresa FAN DE PEIXE ORNAMENTAL, os peixes selvagens, depois de receberem tratamento veterinário, são colocados em aquários comunitários que possuem água ciclada. Durante o período de quarentena, a esta água é adicionado extrato de babosa e folhas de castanholeiras. O suco de babosa, além de acalmar os peixes, tem ação cicatrizante. A folha de castanholeira faz a água ficar amarelada, mas serve como fungicida natural. No período de quarentena, os peixes aprendem a se alimentar com ração de engorda sem corante. Nas lojas, os acarás discos  receberão corantes que em poucos dias os transformarão em animais vibrantes, belíssimos. Sua beleza pode se transformar em diversa tonalidade, algumas escuras, outras mais claras, dependendo da variedade do betacaroteno ou alga corantes da alimentação, ou do colorido na iluminação do aquário.


Referências:

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Baensch, H.A. and R. Riehl 1995 Aquarien Atlas. Band 4. Mergus Verlag GmbH, Verlag für Natur- und Heimtierkunde, Melle, Germany. 864p.

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Camargo, M., Giarrizzo, T., & Carvalho Júnior, J. 2005. Levantamento ecológico rápido da fauna ictica de tributários do Médio-baixo Tapajós e Curuá. Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi, 1(2), 213-231

ICMBIO Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. Levantamento da Ictiofauna, Caracterização Genética e da Fauna Parasitária da bacia hidrográfica do rio Tapajós. 2011

Fernández-Yépez, A. 1969. Contribucion al conocimiento de los cichlidos. Evências, 22: 1-16.

Kullander, S. O. 1986. Cichlid fishes of the Amazon River drainage of Peru. Swedish Museum of Natural History. Stockholm, Naturhistoriska Riksmuseet, 431p.

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